Aquele que procura a verdade corre o risco de a encontrar
Terça-feira, 10 de Agosto de 2004
George W. Bush
caricatura-bush-10.jpg
"Os nossos inimigos não param de inventar formas de fazer mal ao nosso país, e nós também não".
George W. Bush

Uups...


publicado por Carlos José Ferreira às 14:22
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Falta de lucidez em Alenquer
Existem controvérsias que têm a virtude de nos embalar para um langoroso adormecimento.

É com esse tipo de polemicas que temos vivido nos últimos anos em Alenquer é dessa forma que a politiquice instalada nos passos do concelho, vivem, com insinuações e diz que disse, todo serve para desviar a atenção dos mais desatentos, para evitar cumprir promessas feitas.

São soporíferos que anestesiam vontades, entorpecem raciocínios e entopem lúcidas glosas. Impedem-nos de vislumbrar o óbvio, de concluir o evidente e de desnudar o embuste. São máscaras da realidade.

Como por exemplo o atraso na conclusão da variante de Alenquer , ao o atraso nas obras do rio de Alenquer, o pedido desculpas por um erro na questão do urbanismo no Brandão, não chega, não evita que aqueles mamarrachos continuem a ser construídos.

A falta de re-qualificação das localidades em especial em Alenquer, Carregado onde as zonas industrias
( inexistentes de raiz ) se confundem com as áreas urbanas.

O que demostras a incapacidade da criação de meios capazes de induzir à fixação e bem estar das populações por parte dos autarcas de Alenquer, meus senhores, afinal o que tem andado a fazer, que tão distraídos estão???

Que por exemplo não acautelaram a população do Carregado na questão do posto de Gasolina que vê nascer nos seus calos uma torre para habitação, prédio que ha muito estava projectado para aquele local, como foi possível então a construção do posto de combustível.

Não podemos acreditar em qualidade de vida em Alenquer quando existem locais que ainda não tem o saneamento básico, estradas em condições, não estamos a falar de caminhos de cabras, pois esses existem mais que muitos espalhados pelo concelho.

Onde a população tem de estar horas a fio e a espera de uma consulta num centro de saúde obsoleto e que a muito o novo aparecia como uma das promessas dos senhores socialistas.

Porque é que as Paredes continuam a ser um autentico parque para os camiões TIR, será que ninguém vê os incómodos causados e os estragos feitos pelos Monstros do Asfalto.

Porque se continua a construir desenfreadamente e sem critérios de urbanismo e sem serem criadas as infra-estruturas necessárias para o bem estar da população, vamos quer criar outro Dallas nas Paredes, com os mesmo problemas sociais e sócio económicos.

Será que já não era tempo de aproveitar- mos as belezas naturais para explorarmos o turismo.

No entanto e se alguma voz incomoda, o poderio socialista em Alenquer, surgem logo ameaças de retaliações por parte dos incompetentes que tem se sentado na cadeira do poder .

São encenações que nos distraem das preocupações e ansiedades quotidianas, que escondem os verdadeiros problemas que nos assaltam e que constituem empecilhos a uma melhor qualidade de vida.

É com essa estratégia que a camará tem vivido, se alguém cai na tentação de chamar a atenção para o que esta mal em Alenquer, então, vamos atrás dele e das duas uma ou o compramos, ou o calamos com tentativas de ameaças persistentes.

No entanto a quem acredita na liberdade e na democracia, e em especial na alternância para que não se cai em fascismo eleitoralistas, ai a tarefa de silenciar é mais difícil, pois quando de diz a " boca cheia" não é uma afirmação e quando de diz " que se investigue " esta se a apelar a investigação, não existe qualquer tipo de afirmação, mais hoje em dia e depois do 25 de Abril é possível aos cidadãos darem a sua opinião mesmo que isso seja tão doloroso para algumas pessoas, senhor Presidente da Câmara dar a opinião em Portugal não é crime.

Confesso mesmo senhores do PS que já não tenho "pachorra" para assistir a este filme, de série B ou de humor negro, com um enredo já gasto e usado e com protagonistas que não sendo de terceira, têm desempenhos medíocres,
a merecerem o repúdio do povo que os elegeu para os cargos que ocupam e que nada fazem para o beneficio da população.

São estratagemas muito bem urdidos, onde vários interesses se cruzam, de modo a hipnotizar o comum cidadão.

Difundem-se, insidiosamente, por um lado, temas apócrifos, frívolos e boçais e por outro, temas anódinos que, quando verdadeiros, são de repetição doentia. Assim, evita-se que a poeira agitada assente, privando-nos de desvendar a essência das coisas.

Artigo publicado JA em Novembro 2002


publicado por Carlos José Ferreira às 14:17
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Prato... pequenos passos a moda de Alenquer

 


alenqu02.jpg


Dizem que os socialistas são apologista de «pequenos passos» na acção política, o facto é que em Alenquer esses pequenos passos são minúsculos e não se vislumbra a obra feita e apregoada em 20 e tal anos de poleiro socialista. 


Repare-se nas promessas que foram anunciadas durante a campanha socialista para as autárquicas, promessas que tem um sabor de décadas de atraso, que até parece que não foram estes senhores que estiveram a frente da autarquia durante todos este anos, e se não trabalharam foi por que não quiseram pois é mais fácil trabalhar para o EU.


Se durante vinte e tal anos os socialistas estiveram a frente da câmara porque não fizerem bem ou melhor o trabalho que prometeram agora fazer para estes quatro anos. Se nos últimos dois mandatos a própria conjuntura nacional era lhes totalmente favorável com um governo socialista e com um presidente da republica também ele socialista porque é que são necessário mais 4 anos de motivação para cumprir promessas com mais de vinte anos. 


Quando ouço os socialista de Alenquer, a dizerem que são os mais conhecedores da realidade e dos problemas de Alenquer, tenho que concordar com o senhor presidente e com os seus compadres, pois os problemas de Alenquer resultam de vinte tal anos de má gestão socialista destes mesmos senhores. Se a alguns anos atras a corja socialista tinha como lema GENTE QUE FAZ, eu gostava de perguntar , faz o que ? e para quem, para meia dúzia ?? pois durante estes anos de marasmo político não se viu nada de inovador, ou melhor, desculpem, estava- me a esquecer das torres do Brandão, dos funcionários com dupla retribuição, da empresa municipal e dos funcionários com o cartão rosa, todos com uma colher metida ao tacho, para tomarem a sua cunha.


Vou lhes propor um pequeno roteiro pelo nosso concelho, que esta muito doente e para qual a cura somos todos nós, pois somos nós que temos poder para mudar as coisas em Alenquer. Vamos começar pelo sul, pelo Carregado, quando é que vamos ter um mais salas de aulas para o primeiro ciclo, pois a situação é caótica a alguns anos e nada foi feito até então, para quando uma nova EBI, já que a existente a muito esta sobrecarregada e um o Centro de Saúde, que a décadas aparecia no programa político como uma promessa das listas socialistas( sei bem que não é uma competência da câmara, mas então porque prometeram uma coisa que não iam cumprir, para depois se vangloriarem com obras feitas pelo governo e atribuírem nas a autarquia).


Na área da segurança, quando é que as pessoas do Carregado podem desfrutar a vila sem medo, para quando o prometido e re-prometido posto da GNR e por curiosidade, porque foi inaugurado o mercado do Carregado se ainda não esta em funcionamento, não me diga senhor presidente que precisava de cortar uma fita para ganhar mais uns votos, mesmo que a obra não esteja concluída e para terminar para quando um ordenamento do transito, um ordenamento a serio dentro da vila do carregado, não sei se os senhores socialistas sabem já se inventaram os semáforos .


Chegamos a Alenquer, o caos no transito continua em Santa Catarina, por culpa de mais uma vez do mau ordenamento do transito e de não existirem semáforos ou rotundas que facilitem a vida a quem tem de sair ou de entrar todos os dias em Alenquer, até quando é que os autarcas desta terra vão permitir circulação de pesados dentro da vila ? até quando é que os passeios vão servir de estacionamento em vez de serem entregues aos pedestres e já agora gostava também de saber quando é que vamos poder circular na nova variante à vila de Alenquer e a para quando a re-qualificação dos arruamentos de Paredes e Casais Novos. Para alem de uma promessa também com barbas a da construção de uma variante à Vila Alta de Alenquer, ligando a Barnabé ao Alto da Bezerra na Vila Alta .


Para quando a regularização das margens do rio, ( era eu miúdo e andava a na escola primaria de Alenquer e esta era já uma promessa socialista,) para quando é que vamos ter uma nova escola para o ensino pré-escolar e 1º ciclo do ensino básico, pois também a muitos anos se fala nesta infra-estrutura. No alto concelho os problemas são mais que muitos, seria necessário, praticamente toda a edição do jornal para os enumerar, no entanto os mais importantes continuam a ser a falta de saneamento em muitos lugares do nosso concelho, os maus acessos rodoviários, a falta de incentivos para o investimento no alto concelho.


A falta de re-qualificação das localidades para a criação de meios capazes de induzir à fixação e bem estar das populações e o apoio aos mais jovens e idosos, e senhor presidente não basta fazer um almoço para os idosos uma vez por ano, para depois dizerem que se preocupam muito com eles, não basta tirar fotos ao lado dos mais carênciados para mostra trabalho que não se fez em 20 e tal anos de desgovernação socialista ~


Apenas algumas das promessas falhadas durante 20 e tal anos de incompetência socialista, afinal o que é que estes senhores fizeram, nada, absolutamente nada em prol da população de Alenquer ou do concelho de Alenquer, apenas fizeram em seu próprio proveito, e quando alguém surge com alguma boa ideia para criar emprego e desenvolvimento só encontra entraves da câmara . O Povo, na sua milenar sabedoria, bem avisa, quem queira escutá-lo, para que fuja das más bocas do mundo. Ora, consultem-se os rifoneiros e logo se conclui que o bom senso tradicional não apela apenas à consciência individual.


Quase sempre, o provérbio assenta bem a todo o conjunto da população. No campo dos afectos, sentimentos, hábitos e comportamentos que traçam o perfil de cada individualidade, seja singular ou colectiva , a voz popular afirma que "o que veste uma ovelha veste o rebanho". Assim, as sociedades, as nações, as regiões, as cidades, as vilas, as aldeias e os lugarejos, tal como cada pessoa, se devem defender de ganhar má fama. É que atrás das famas vêm os rótulos, os dichotes, as vozes correntes que tanto podem elevar uma criatura ao Céu, como empurrá-la para o chão de lama, ou queimá-la no fogo do Inferno.


 O certo é que se fala a boca cheia de corrupção em Alenquer e nos órgãos camarários, não vou aqui discutir se são ou não verídicos mas que sejam denunciados e verificados alguns sinais de riqueza exterior exibidos por muitos funcionários camarários e dirigentes socialistas, e se quem não deve não teme que se prove o contrario para que Alenquer não se torne conhecida como "Little Italia" onde quem tem dinheiro e conhecimentos pode e consegue todo.


                                                                                                                                                           Artigo de opinião publicado no JA - Setembro 2002



publicado por Carlos José Ferreira às 14:14
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AEROPORTO
aeroporto_maquete_peq.jpg futuro.jpg O Governo de Santana Lopes terá de justificar-se perante os municípios socialistas de Alenquer e da Azambuja sobre o destino dos estudos em curso e do propósito definido pelo Executivo cessante de construir um aeroporto internacional na Ota. Em causa estarão as estratégias de desenvolvimento que pretendem delinear para os seus territórios e as opções a tomar nas revisões dos respectivos Planos Directores Municipais (PDM) que iniciaram no ano 2000, após a decisão governamental de construir o aeroporto na Ota até 2010. O presidente da Câmara de Alenquer, Álvaro Pedro, terá dito que ao contrário do que chegou a ser referenciado , não pensa suspender a revisão do PDM. No Entanto, Álvaro Pedro pretende ver esclarecidas as verdadeiras intenções do novo Governo Para os autarcas de Alenquer o facto de o primeiro ministro ter dito que o aeroporto não era prioridade, deixa para resolver alguns dos problemas que existiram na elaboração do PDM original, com indefinição sobre OTA. Um vez que há 10 anos atrás a possibilidade do aeroporto era já uma certeza, a autarquia quis saber junto do Governo se deveria fazer um PDM que previsse o aeroporto ou um PDM que ignorasse essa possibilidade ou então dois planos alternativos. Como não obteve informação apesar de o governo da época ser da mesma cor política a autarquia desenvolveu um único PDM, sem aeroporto. Existe agora mais do que nunca a necessidade de saber se o aeroporto ira ou não ser uma realidade de forma a que se planifique e concelho e não existam mais desculpas para as aberrações que vão sendo feitas por esta autarquia socialista .


publicado por Carlos José Ferreira às 14:07
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Damião de Gois
Por vezes è bom termos a memória avivada para não nos esquecermos da nossa identidade num momento em que a globalização é iminente, não esquecermos nomes tão importantes como Luis de Camões, Gil Vicente ao Damião de Gois, é fundamental para garantirmos a identidade de Portugal.

Sobre o grande Damião de Góis muitos disseram, com justeza, que constituiu um autentico elo entre Portugal e a Europa culta do século XVI. Por isso; é hoje, com Erasmo ou Dührer, um dos símbolos da Europa aberta, da liberdade, da cultura e da ciência, historiador e diplomata, viajante e funcionário régio, acima de tudo Damião de Góis foi um humanista, um homem do Renascimento e um dos mais eruditos do seu tempo.

Filho do almoxarife Rui Dias de Góis e de Isabel de Limi, descendente de Nicolau de Limi, fidalgo flamengo que se estabelecera em Portugal, Damião nasceu em Alenquer e aos nove anos, entra para a corte como pajem do rei D. Manuel I, o Venturoso, aí tendo permanecido após o falecimento do monarca. O seu jovem camarada é agora D. João III.

As qualidades de espírito do jovem Damião de Góis cedo atraíram a atenção de D. João III, que o nomeou escrivão da feitoria na Flandres, quando era feitor Rui Fernandes de Almada e, mais tarde, o enviou em negócios a várias cortes da Europa - "servio nas partes da Alemanha, Frandes, Brabante e Holanda en negoçeos de muita importancia aonde foi tão quisto e aceyto que o tinhão todos por seu natural".

As viagens, até ao Báltico e à Polónia, como costumava declarar, não as realizava apenas a tratar com mercadores e outras pessoas com quem tinha de negociar, uma vez que era movido, também, pela curiosidade e desejo que tinha de conhecer o mundo. Foi nestas deambulações que conviveu com figuras notáveis na época como Martinho Lutero, Erasmo de Roterdão e Melancton.

Nomeado por D. João III tesoureiro da Casa da Índia, desistiu do cargo para continuar os seus estudos no estrangeiro. Viveu em Basileia ao lado de Erasmo e estudou à sombra da Universidade de Pádua, tendo oportunidade de contactar aí com muitos homens de cultura e ciência, com quem trava amizade.

Continuou a sua formação em Lovaina, onde publicou vários opúsculos: os "Comentarii rerum gestarum in India" e o "Fides, religio moresque Aethioporum sub imperio Preciosi Joanni".

Homem de uma vastíssima cultura e prestigiado pelas amizades que fez na Europa, regressou a Portugal, em 1545 onde foi nomeado guarda - mor da Torre do Tombo foi incumbido, apesar de não ser cronista - mor, de escrever a "Crónica do Felicíssimo Rei D. Manuel". Conhecedor dos factos que relatava, bem documentado e com grande rigor histórico, afirma-se, de facto, como um cronista de grande mérito.

No entanto se hoje questionarmos alguns jovens, se calhar perguntam nos em que Big Brother é que ele participou, pois infelizmente no ensino há muito que a historia de Portugal foi legada para trás das costa, em especial a época do humanismo.

Damião foi também o autor da "Crónica do Príncipe Dom João o Segundo do Nome", cultivou, ainda, a música, na variedade das suas aptidões, e foi amante e coleccionador de arte, recebendo na sua casa de Lisboa, na Costa do Castelo, a intelectualidade e os humanistas do seu tempo.

Preso pelo Santo Ofício por denuncia de Sebastião Rodrigues de Azevedo, acusado de heterodoxia, acaba por ser encontrado morto na sua casa, em Alenquer, ao que se supõe assassinado.

O túmulo do humanista encontra-se na Igreja de S. Pedro, tendo sido trasladado da Igreja da Várzea, devido ao estado de ruína da mesma.

Damião de Góis é, pois, um autêntico símbolo de modernidade e de abertura de espírito, de um inconformismo e universalista, numa época em que abertura aos novos mundos é de novo feita pelos portugueses através dos caminhos do Euro, este homem é sem sombra de duvidas uma das mais importantes figuras da nossa historia e não poderá ser legada para um segundo plano atrás de figuras de um qualquer concurso de televisão.


publicado por Carlos José Ferreira às 14:06
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