Aquele que procura a verdade corre o risco de a encontrar
Sexta-feira, 1 de Outubro de 2004
Entre a disponibilidade e os apelos à calma

Depois das muitas críticas e pedidos de demissão do Governo, o ministro das Obras Públicas, António Mexia, garantiu que está disponível para todas as explicações no Parlamento
Em causa está o anúncio ontem em Coimbra do fim das SCUTs, as auto-estradas sem custos para o utilizador.
A decisão do Executivo de Pedro Santana Lopes gerou criticas em todos os sectores políticos, com presidentes de Câmara a ameaçar ao levantamento da população.
Depois do Conselho de Ministros de Coimbra, onde foi anunciado o fim das SCUTs, as auto-estradas sem custos para os utilizadores, Santana Lopes apelou, esta noite, na Figueira da Foz, à calma e à compreensão dos autarcas.
Na sua intervenção, o Primeiro-ministro insistiu na necessidade de aplicar o "princípio do utilizador-pagador" às auto-estradas, rejeitando a isenção de pagamento de portagens.
Na sua opinião, este critério, defendido pelo actual Governo, abolindo a gratuitidade nas auto-estradas Sem Custos para o Utilizador (SCUT), "permitirá corrigir assimetrias" em termos de desenvolvimento das diferentes regiões do país.
Se as eleições fossem hoje Surpreendente
Se as legislativas fossem agora, a actual coligação governamental PP-PSD venceria com maioria absoluta. É o que revela uma sondagem feita para a Renascença, SIC e Expresso
De acordo com este estudo de opinião, a diferença entre o PSD e o PS é pouca. Tão pouca, que se pode falar em empate técnico, já que os dois maiores partidos portugueses estão separados por um ponto percentual.
A vantagem, ligeira, é dos socialistas. O PS conquista 34,6% enquanto o PSD recebe a preferência de 33,5% dos inquiridos. Os dois partidos aumentam, em relação ao mês passado, o número de escolhas. O PSD aumenta 1% e o PS 0,5.
Outro dado desta sondagem é o aumento significativo do CDS-PP: os "populares" aumentam 2 pontos percentuais, em relação ao último mês. Estão agora com 6,7%. Assim, a actual coligação governamental vê a sua base de apoio aumentar, estando agora nos 40%.
Se fizermos uma projecção estatística, ou seja, se distribuirmos aqueles que não responderam à sondagem pelos vários partidos, concluímos que a coligação PSD-PP conquista 46% das preferências, ou seja mantém a actual maioria absoluta.
Outros dados desta sondagem apontam para um aumento significativo da CDU, que aumenta 2 pontos conquistando agora 7,6% dos votos. Já o Bloco de Esquerda desce. Está agora com 3%.
Estes são resultados de um estudo de opinião encomendado pela RR, SIC e Expresso, efectuado pela Eurosondagem entre os dias 22 e 27 de Setembro de 2004, com base em 1029 entrevistas telefónicas validadas, a maiores de 18 anos, residentes em Portugal Continental.
O erro máximo da amostra é de 3,05%, para um grau de probabilidade de 95%.