O Governo deu sexta-feira uma orientação para que o barco do aborto não entre em águas territoriais portuguesas, alegando motivos de "respeito pelas leis nacionais" e questões de "saúde pública". A iniciativa de trazer o barco é da organização holandesa "Women on Waves" que lembrou que a entrada do navio nunca foi negada em nenhum dos portos para onde se deslocou, nomeadamente quando navegou até à Irlanda e à Polónia.
Para evitarmos situações que ponham em causa a lei Portuguesa e principalmente o direito das mulheres há que alterar a lei.
Torna lá mais realista das nossas condições socio-economicas, todos nos sabemos que são feitos milhares de abortos ilegais em condições miseráveis paras as mulheres que os praticam. Não seria muito mais honesto conceder a essas mulheres alternativas legais, onde podassem ser convenientemente assistidas??
Defendo logicamente o direito a vida, mas um direito a uma vida condigna, sem abandonos , sem maus tratos, é isso que a nossa sociedade pretende. Basta olhar para alguns bairros periféricos da nossa capital, para percebermos a mísera que é, existirem miúdos abandonados ao seu destino a partir dos 4 ou 5 anos.
Porque os pais tem de estar a trabalhar e o mesmo governo que proibi o aborto não cria condições, para que essas pessoas possam ter filhos condignamente.
Não basta enterrar a cabeça na areia, a que encontrar soluções, serias e que possam resolver o problema der milhares de mulheres.
Não podemos aceitar que quem recorre a pratica do aborto o faz de animo leve, ficam sim marcas terríveis para toda a vida, nas mulheres que recorrem a tal pratica, e a sociedade nada faz para mudar este panorama grotesco.
Alenquer
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